A ADVOCACIA DO FUTURO

“O advogado do futuro não é aquele que propõe uma boa demanda, mas aquele que a evita”. Essa avaliação é do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, em palestras que tem proferido, conforme noticiado pelo Conjur já em 2016 - https://www.conjur.com.br/2016-ago-12/advocacia-devera-evitar-demandas-nao-propo-las-barroso.

Segundo a mesma nota, na opinião do ministro, a alta litigiosidade motivou os profissionais do Direito a buscar alternativas para conseguir atender a demanda e reduzir o congestionamento processual. Magistrados e promotores terão que se adaptar a novos costumes e práticas. O mesmo acontece com a advocacia. As medidas extrajudiciais de resolução de conflitos estão se tornando uma realidade a cada dia e vão impactar nas funções do advogado, que passará de defensor a negociador.

Não é imperceptível o esforço que a maioria dos operadores do direito, sejam da iniciativa privada ou dos Três Poderes, vem fazendo já há décadas, no sentido de se reduzir a litigiosidade. Implementaram-se métodos extrajudiciais para resolução de conflitos, medidas preventivas mais rigorosas, incentivou-se políticas de acordos judiciais e de desistências de recursos, tudo entre outras tantas propostas.

Na velocidade atual das mudanças que o mundo tem passado, não só as tecnológicas mas também as sociais, políticas e jurídicas, não é difícil prever que o cenário do ambiente contencioso também mudará, para alguns deverá passar por uma redução aguda. 

Importante que os departamentos jurídicos estejam preparados para essa possível realidade e reflitam desde já sobre adaptações que sejam necessárias e viáveis.